A educação é prioridade para as famílias, mas as escolas precisam provar seu valor todos os dias
- há 2 dias
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Artigo elaborado pela SchoolAdvisor plataforma de busca, comparação e recomendação de escolas.

Em um cenário em que o custo de vida continua pressionando o orçamento das famílias brasileiras, seria natural imaginar que a educação perderia espaço entre as prioridades financeiras. No entanto, os dados mostram o contrário.
Uma pesquisa realizada pela SchoolAdvisor no primeiro semestre de 2026, respondida por 97 responsáveis por crianças e adolescentes em idade escolar, revela que a educação segue ocupando um lugar de destaque nas decisões de consumo e no planejamento financeiro familiar.
Os resultados da pesquisa mostram que quase dois terços das famílias destinam entre 6% e 20% da renda para escolas e educação, um percentual expressivo quando comparado a outras categorias de consumo. Além disso, 44% dos respondentes afirmam estar dispostos a reduzir gastos com lazer, viagens e outras despesas para manter a escola escolhida para os filhos. Ou seja, mais do que uma despesa, a escola dos filhos é encarada como um investimento de longo prazo.
O investimento aumenta conforme os filhos crescem
Outro comportamento observado pela pesquisa é que o comprometimento financeiro com a educação tende a crescer ao longo da trajetória escolar. À medida que as crianças avançam da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, aumenta a proporção de famílias que destinam uma parcela maior da renda à educação. No Ensino Médio, oito em cada dez famílias destinam entre 6% e 20% da renda familiar para esse investimento.
Esse movimento pode ser explicado tanto pelo aumento natural das mensalidades ao longo da vida escolar quanto pela decisão das famílias de preservar o investimento em educação à medida que cresce a preocupação com a formação acadêmica e a preparação para o futuro. Independentemente da causa, os dados indicam que a educação continua ocupando um espaço relevante no orçamento familiar durante toda a jornada escolar.
À medida em que o orçamento familiar fica mais comprometido com a escola, a expectativa das famílias também cresce: quanto maior o investimento realizado, maior a cobrança por resultados, acompanhamento, comunicação e evidências de que a escola está entregando aquilo que prometeu.
As famílias querem entender o que recebem em troca do investimento que fazem. Elas buscam perceber o impacto da proposta pedagógica, o desenvolvimento socioemocional dos filhos, a qualidade dos professores, a segurança, o acolhimento e os diferenciais que tornam aquela escola uma escolha que vale a pena.
O que as escolas podem fazer diante desse cenário?
Se a educação ocupa uma fatia relevante do orçamento familiar, comunicar valor deixa de ser uma ação de marketing e passa a ser uma estratégia de retenção.
Isso significa tornar visíveis os diferenciais da escola de forma constante, e não apenas durante o período de matrículas.
Algumas ações podem fazer grande diferença:
● compartilhar evidências concretas dos resultados pedagógicos;
● mostrar a evolução dos alunos ao longo da jornada escolar;
● comunicar projetos, metodologias e experiências que muitas vezes acontecem dentro da escola, mas não chegam às famílias;
● reforçar a formação e o desenvolvimento do corpo docente;
● manter uma comunicação transparente sobre investimentos realizados e melhorias implementadas.
Quando a família compreende claramente o impacto da escola na formação dos filhos, a mensalidade deixa de ser analisada apenas pelo seu valor nominal e passa a ser percebida pelo retorno que proporciona.




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