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A pergunta mais importante que todo pai deveria fazer ao escolher uma escola

Educação, futuro do trabalho e o desenvolvimento das habilidades certas desde cedo


Se eu fosse mãe e estivesse buscando uma nova escola para meu filho, que vai entrar no 4º ou 5º ano do Ensino Fundamental, te diria uma coisa: converse com o diretor para saber como ele imagina a escola daqui a cinco anos. Além disso, eu também buscaria conhecer de perto os projetos desenvolvidos pelos alunos do 8º ou 9º ano e, depois, pelos alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio.

Depois de atuar na área de Marketing para escolas por oito anos, somando minha experiência no Pensi Colégio e Curso e no Grupo Weducation, acredito que essa seja a dica mais valiosa que posso dar a você, mãe ou pai. Sei que olhar para o futuro nem sempre é simples. Afinal, seu filho tem apenas 9 anos e ainda é uma criança. Mas você já se deu conta de que, hoje com 9 anos, ele entrará no mercado de trabalho em 2034?

Você tem ideia de como o mundo estará até lá? Que tipo de profissões vão existir? Que habilidades serão necessárias para que ele tenha autonomia, segurança e possibilidades reais de escolha? O mundo, mais do que nunca, mudou. E, sim, é importante começar a pensar no futuro desde agora, para que esse momento não chegue de forma improvisada. Por isso, vale refletir sobre quais soft skills você gostaria que fossem desenvolvidas ao longo da trajetória escolar do seu filho.

Em 2025, o Fórum Econômico Mundial publicou o relatório The Future of Jobs Report 2025. Esta é a quinta edição da série e é considerada uma das principais referências globais para entender como o mercado de trabalho está se transformando até 2030. O estudo aponta que cerca de 44% das habilidades mais exigidas hoje mudarão ou se tornarão obsoletas nos próximos cinco anos.

O Fórum organiza essas competências entre aquelas que crescem mais rapidamente e as que são consideradas “âncoras”, ou seja, habilidades essenciais para praticamente todas as áreas. E a pergunta que fica é direta: se essas são as competências que o mundo vai exigir, como a escola do seu filho está se preparando para desenvolvê-las desde já?

Top 10 habilidades em ascensão

  1. Pensamento Analítico: continua no topo como a competência mais estratégica.

  2. IA e Big Data: a habilidade técnica que mais ganha relevância.

  3. Pensamento Criativo: capacidade de encontrar soluções novas para problemas complexos.

  4. Resiliência, Flexibilidade e Agilidade: essenciais para lidar com mudanças constantes.

  5. Letramento Tecnológico: compreender como as ferramentas funcionam, e não apenas utilizá-las.

  6. Curiosidade e Aprendizado Contínuo: a capacidade de aprender ao longo da vida.

  7. Liderança e Influência Social: habilidades humanas ligadas à colaboração e à tomada de decisão.

  8. Gestão de Talentos: saber desenvolver pessoas em ambientes diversos e híbridos.

  9. Empatia e Escuta Ativa: fundamentais para relações saudáveis e trabalho em equipe.

  10. Consciência Ambiental: compreender o impacto das escolhas no mundo ao redor.

O relatório também aponta que cerca de 170 milhões de novos empregos devem ser criados até 2030, impulsionados por tecnologia, economia verde, mudanças demográficas e digitalização. Ao mesmo tempo, 92 milhões de postos de trabalho devem ser transformados ou substituídos, principalmente em funções mais automatizáveis. Entre todas essas habilidades, acredito fortemente que o Pensamento Analítico continuará sendo, por muitos anos, uma das mais valorizadas.

A pesquisa ouviu mais de 1.000 grandes empregadores globais, incluindo CHROs, CEOs e diretores de estratégia, e abrange 55 economias, entre elas o Brasil, além de 22 setores industriais distintos, da indústria pesada à tecnologia e à saúde. É uma leitura essencial para quem já está no mercado, mas também uma base muito relevante para pensarmos no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Por isso, ao perguntar ao diretor da escola como ele imagina a instituição daqui a cinco anos, o objetivo é entender se ele tem um mindset voltado para inovação. E aqui não falamos apenas de tecnologia, mas de uma visão pedagógica conectada ao mundo real. Pais, não tenham medo da tecnologia. Permitam que seus filhos aprendam, explorem e se desenvolvam nesse campo, sempre orientados por professores que saibam ensinar com ética, senso crítico e fluência digital.

Então, sim, se eu tivesse um filho, faria questão de entender como o diretor da escola enxerga o futuro do colégio e que tipo de cidadão essa instituição está ajudando a formar. A partir disso, avaliaria se essa visão está alinhada aos meus princípios e valores e acompanharia de perto as habilidades que considero essenciais para o desenvolvimento dele, para que chegue preparado para ser quem quiser ser.

Mais do que escolher uma escola pela infraestrutura ou pela tradição, talvez a pergunta mais importante seja: essa escola está ajudando meu filho a se preparar para um mundo que ainda nem existe?


Por Cristiane Oliveira, Gerente de Marketing na Foreducation EdTech, especialista em marketing educacional, branding e performance.



1 comentário

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Rosana Hungria
há 5 dias
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Muito interessante essa análise sobre como construir hoje as habilidades dos filhos amanhã.

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